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Saiba como desenvolver o melhor plano de marketing para um consultório médico

O Marketing Médico surgiu para compor o setor da saúde, que está cada vez mais concorrido, competitivo e diversificado.

No entanto, a estratégia vai além do marketing tradicional, focado na divulgação e propaganda de produtos/serviços.

Isso porque o Marketing Médico tem a intenção de mostrar o valor das atividades de saúde aos pacientes, destacando os diferenciais e a melhor experiência possível em atendimento, consultas e orientações.

É importante pontuar que, diferentemente da publicidade e do marketing tradicional, o Marketing Médico visa ajudar as pessoas.

Por isso, a estratégia enxerga o público-alvo como pacientes e não como clientes, tornando o serviço humano e próximo.

Vale ressaltar que o setor de saúde precisa encarar as questões que envolvem a emoção e a estabilidade, uma vez que os pacientes geralmente estão fragilizados físico e mentalmente.

Além disso, o Marketing Médico também pode ser aplicado para a venda de remédios. Ao contrário dos anúncios sensacionalistas, como ofertas de equipamentos, mercadorias e roupas, a divulgação de medicamentos também precisa levar em conta o humanismo.

Afinal, vender um remédio para tratamento de uma doença grave é bem diferente do que anunciar ofertas no supermercado, como “promoção de presunto no fatiador de frios industrial!”.

Portanto, é preciso compreender como se faz e como se aplica o Marketing Médico, com respeito à ética, dignidade e integridade da pessoa humana.

A importância do Marketing Médico para os consultórios e clínicas

O bom e velho “boca a boca” ainda é comum no setor de saúde. Muitas pessoas acabam procurando por médicos, clínicas e consultórios por indicação de amigos, familiares ou conhecidos, ou simplesmente ao procurar pelos profissionais cadastrados no convênio.

Contudo, com o crescente avanço da internet e o boom de informações online, os pacientes começaram a procurar mais por profissionais em sites, blogs e redes sociais.

Mais ainda, em muitos casos, os usuários buscam se informar sobre doenças, sintomas e outras questões de saúde antes de ir ao médico.

Portanto, o Marketing Médico não somente mostra um diferencial dos consultórios e clínicas, com o objetivo de conquistar pacientes; a estratégia também é uma maneira de oferecer conteúdo relevante, científico e informativo para as pessoas.

Informação relevante: o carro-chefe do Marketing Médico

Hoje em dia podemos encontrar todo o tipo de informação na internet. Por exemplo, se quisermos saber o que é um pressostato para água, basta uma olhada rápida no Google para encontrar inúmeros resultados. O mesmo vale para o segmento de saúde!

Mais de 70% dos usuários ativos na internet realizam buscas sobre saúde. Se estamos com algum sintoma, como dor de cabeça e no pescoço, é comum já entrarmos em um site de buscas para pesquisar mais sobre doenças que causam essas dores.

É nesse contexto que entra a importância do Marketing Médico: ele é voltado para o fornecimento de informações úteis, não alarmantes, e orientações na busca por um profissional adequado.

Nesse sentido, os médicos que estão fora na internet perdem a oportunidade de encontrar novos pacientes e informar o público com qualidade.

Estar presente no mundo virtual também é uma maneira de gerar autoridade, visto que os leitores tendem a confiar mais no profissional que compartilha informações e conhecimentos.

Por esse motivo, o Marketing Médico volta-se para quatro principais objetivos:

  • Construir a autoridade do profissional da saúde;
  • Conquistar mais pacientes e marcar atendimentos;
  • Fidelizar os pacientes que já frequentam o consultório;
  • Ajudar os usuários com dúvidas e informações pertinentes.

A partir disso, já é possível definir um planejamento de marketing consistente, em conformidade com os princípios da medicina.

Como aplicar o Marketing Médico no seu consultório

Para alcançar êxito com o Marketing Médico e construir uma boa reputação, é necessário levar em conta as restrições impostas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto à propaganda voltada para consultórios, clínicas e profissionais da saúde.

Conforme mencionamos anteriormente, não é possível elaborar um plano de marketing sem levar o lado humano em consideração. Há grandes diferenças em divulgar um tratamento para enxaqueca ou oferecer descontos em serviços de uma firma de pintura predial.

Por esse motivo, o CFM publicou a Resolução 1.974/11, com o “Manual de Publicidade Médica”, para orientar a produção de material publicitário para todos os médicos, independentemente da especialidade.

As normas estabelecem alguns limites e coibem possíveis abusos. Sendo assim, mesmo que o médico contrate uma agência de marketing, é necessário levar em conta as recomendações do CFM.

Abaixo, seguem algumas determinações do “Manual de Publicidade Médica”.

1. Sobre as fotos de pacientes

É muito comum nos depararmos com propagandas que usam fotos de pessoas reais. Por exemplo, ao divulgar um curso de pilates em SP, podemos encontrar fotos de pessoas praticando o exercício, bem como vídeos dos instrutores e dos alunos.

Contudo, o Marketing Médico possui especificações sobre o uso de imagens, especialmente de pacientes.

De acordo com o CFM, as fotografias de pacientes são terminantemente proibidas, mesmo com autorização prévia da pessoa.

Os pacientes não podem ser colocados em imagens para comparação de resultados de tratamentos, folders, anúncios impressos, comerciais televisivos ou qualquer mídia online. O Manual do CFM também recomenda evitar as selfies.

As fotos de pacientes só são admitidas em casos de apresentação de trabalhos científicos e eventos médicos, sempre com a devida autorização.

Por conta disso, caso o consultório queira usar uma foto nas estratégias de divulgação, é necessário entrar em contato com uma agência de modelo masculino e feminino para contratar figurantes.

2. As redes sociais

As redes sociais, principalmente o Facebook e o Instagram, são ótimas ferramentas de divulgação. Desde 2015, os consultórios podem informar o endereço e o telefone nas redes, além de utilizá-las como um canal de comunicação para agendamento de consultas.

Entretanto, o CFM orienta sobre os cuidados na redação de publicações e postagens: elas não podem assumir um tom sensacionalista ou garantir resultados de tratamentos.

Nesse sentido, as redes sociais podem ser usadas para sanar dúvidas e dar orientações, porém dentro dos limites éticos e com transparência na divulgação de conteúdo.

O CFM ressalta que é proibido oferecer qualquer garantia em procedimentos e tratamentos médicos, mesmo os que apresentam grandes taxas de sucesso. Afinal, cada organismo reage de uma maneira e não é possível ter 100% de certeza.

3. Propagandas com o médico

O Manual do CFM proíbe a participação de médicos em propagandas de marcas comerciais ou anúncios de produtos/serviços, especialmente quando não aceitos pela comunidade científica.

O mesmo vale para ações de marketing em comunicação interna, como um cartaz colado na divisória de ambiente de vidro do consultório. Ou seja, o médico não pode se autopromover.

A participação dos médicos é liberada pelo Manual do CFM em entrevistas para esclarecimento do público.

O profissional deve ser apresentado com o nome completo e a especialidade, fornecendo informações relevantes à sociedade e não pode oferecer endereço, telefone ou qualquer outra forma de contato do consultório.

Marketing de Conteúdo: a melhor estratégia para consultórios médicos

Diante de todas as recomendações do Manual do CFM, é fundamental pensar em uma estratégia de qualidade, voltada à informação precisa e compartilhamento de materiais ricos.

Portanto, o Marketing Médico serve-se bem do Marketing de Conteúdo para alcançar seus objetivos, como conquistar novos pacientes, gerar autoridade e fidelizar o público.

Para saber como fazer marketing de conteúdo, o primeiro passo é focar na especialidade médica e conhecer quem são os pacientes.

Por exemplo, uma ginecologista que trabalha com parto humanizado pode produzir conteúdo para orientar as mães que optam por esse procedimento, questões sobre a saúde da mulher e cuidados na hora do parto.

Em contrapartida, um geriatra irá voltar o seu conteúdo para a saúde da população idosa, principais doenças da terceira idade e como viver melhor.

Por isso, é importante ter contato com uma agência de inbound marketing no Paraná e outras localidades, pois elas são voltadas para a produção de conteúdo relevante e informativo.

Na divulgação desses materiais, o Marketing Médico pode utilizar os blogs, que são considerados excelentes ferramentas de compartilhamento de informações científicas. Inclusive, o Manual do CFM encoraja a criação de blogs para os médicos.

Os blogs médicos devem adotar uma linguagem clara e objetiva para tornar o conteúdo acessível ao máximo de pessoas.

Se você já se deparou com um texto confuso, como a explicação de um tacógrafo digital (dispositivo automotivo) em um blog de veículos automotores, saiba que o Marketing Médico é totalmente diferente.

Durante a produção de conteúdo, é necessário explicar termos científicos e utilizar termos de fácil compreensão, para não gerar dúvidas nos leitores. Além de informar de maneira simples e assertiva, a linguagem acessível também aumenta a credibilidade do seu blog.

O marketing de conteúdo para médicos também permite o investimento em materiais mais ricos, como e-books e webinars (vídeos educativos).

Por exemplo, se você já leu um manual online sobre algum produto ou procedimento da construção civil, como uma guia de concreto, o mesmo conceito pode ser usado pelos médicos, mas com um conteúdo voltado à saúde.

Portanto, o Marketing Médico visa sempre o compartilhamento de informações cientificamente comprovadas, tendo com base o comportamento ético e a responsabilidade na produção de conteúdo.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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