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Como utilizar estratégias de marketing de acordo com o Código de Ética da OAB

O mercado jurídico no Brasil passou por inúmeras mudanças, incluindo o comportamento dos clientes, que estão cada vez mais informados e cientes de seus direitos, e que conhecem as determinações do Código de Ética da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Além disso, o número de profissionais cresceu notavelmente nos últimos anos: há cerca de 1,1 milhão de advogados no país, além de 1210 cursos de Direito e mais de 900 mil estudantes.

Devido ao cenário, os estabelecimentos de advocacia têm apostado no marketing jurídico, com o objetivo de se destacar perante a concorrência e ter visibilidade no mercado.

Contudo, o receio dos advogados é apostar em estratégias de divulgação que vão em desencontro ao Código de Ética da OAB, por essa razão, as ações dentro do âmbito jurídico devem ser pensadas em detalhes, sendo recomendável o trabalho de uma agência digital especializada.

Além disso, ao conhecer as determinações, fica mais fácil propor estratégias em marketing jurídico, já que muitas normas especificam como se dá o comportamento ético dos advogados na hora de investir em divulgações.

Por esse motivo, separamos alguns conceitos importantes que estão em conformidade com o Código de Ética da OAB, para que os advogados possam utilizar.

Publicidade x Marketing: o que é definido pela OAB

Costuma-se confundir muito o conceito de marketing com publicidade, como se fossem sinônimos. No entanto, os termos não são a mesma coisa, ainda mais quando falamos com base nas determinações do Código de Ética da OAB.

O marketing pode ser definido como uma estratégia para a construção de um determinado produto e/ou serviço. É por meio dele que a empresa descobre se a mercadoria está alinhada com o mercado consumidor e se há um público-alvo para o negócio.

Por exemplo, uma empresa de pintura predial utiliza o marketing para definir seus potenciais clientes, como imobiliárias, construtoras e arquitetos.

Já a publicidade, faz uso do estudo do marketing para a divulgação de mensagens, a fim de influenciar o consumidor para a compra ou aquisição de um determinado produto e/ou serviço.

Por exemplo, uma indústria de máquinas de logística pode utilizar a publicidade para orientar a compra de uma empilhadeira retrátil em promoção, ou outro equipamento.

Diante disso, percebe-se que o marketing é a base para qualquer ação publicitária, pois ele irá definir quais estratégias adotar, quais canais divulgar, bem como fornecer um estudo sobre o perfil médio dos consumidores.

Dessa maneira, é possível realizar uma publicidade mais direcionada, com foco no público e com maior taxa de conversão de potenciais clientes.

O Código de Ética da OAB define algumas restrições para a publicidade para advogados, mas não ao marketing. Segundo o art. 39:

“A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.”

Isso quer dizer que, para os advogados, a publicidade deve:

  • Fornecer uma informação relevante;
  • Ser discreta e sóbria, sem conteúdo sensacionalista;
  • Não visar captar o cliente para “compra” do serviço;
  • Não ter um caráter mercantilista.

O mesmo preceito é dito no art. 28, da referida norma:

“O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade.”

Ou seja, o Código de Ética da OAB determina que a publicidade para advogados foque na atração dos clientes.

Isso é, no processo de construção de autoridade, para que o público tome a iniciativa de procurar o escritório de advocacia, diante de uma demanda ou problema.

O art. 41 do Código de Ética da OAB afirma que:

“As colunas que o advogado mantiver nos meios de comunicação social ou os textos que por meio deles divulgar não deverão induzir o leitor a litigar nem promover, dessa forma, captação de clientela”.

Resumidamente, é vedado utilizar gatilhos de persuasão como “procure um advogado e lute por seus direitos”.

Essas ações podem dissuadir o público, ao invés de informá-lo. Além disso, é vedado a mercantilização do serviço, como um anúncio de ofertas promocionais e preços imperdíveis.

Muito mais do que a proibição pela OAB, o público já não suporta a publicidade agressiva. Ele deseja ser informado com conteúdo relevante.

Dessa forma, um escritório de advocacia que realiza consultoria para inspeção NR 13 pode criar uma cartilha ou um e-book gratuito, como forma de oferecer algo informativo e precioso aos potenciais clientes.

Essas ações geram autoridade para a empresa e, como consequência, é possível atrair um número maior de pessoas, que irão procurar o seu negócio.

Estratégias de marketing para advogados

Uma forma muito eficiente de respeitar as determinações e produzir algo de qualidade é através do marketing digital quanto custa para advogados, que é uma estratégia bastante específica, mas que prioriza a produção de conteúdo.

Isso, porque a internet é um ambiente propício para divulgação de informações relevantes, conforme rege a OAB, e os escritórios de advocacia e profissionais do ramo podem ser beneficiados pelos diferentes canais de publicação, como os blogs, redes sociais, websites, etc.

E-mail marketing

O e-mail marketing consiste no envio automatizado de mensagens, por meio do correio eletrônico.

Esse tem sido um dos recursos mais usados no Marketing Digital, justamente pelo grande número de usuários de e-mail e pela alta possibilidade de personalização do conteúdo.

Ademais, o e-mail marketing é uma ótima ferramenta para criar e manter o bom relacionamento com os clientes.

Assim, ao atender construtoras, por exemplo, o escritório de advocacia pode disponibilizar um conteúdo voltado para guia de concreto padrão prefeitura para a sua lista de e-mails cadastrados, que demonstram interesse na informação.

Outro ponto importante do e-mail marketing diz respeito à credibilidade. Ao enviar mensagens por correio eletrônico, o público tende a considerar o conteúdo com maior valor e de maior importância, se comparado com o envio de informações por outros canais.

Blogs

O Código de Ética da OAB é bastante claro no que diz respeito à publicidade informativa.

Partindo dessa premissa, os blogs aparecem como uma excelente solução para os advogados que desejam criar conteúdos e fornecer informações, atuando na atração dos clientes.

Assim, os profissionais que atendem burocracias quanto à vistoria cautelar veicular podem escrever um conteúdo falando mais sobre o documento, quando ele é necessário e esclarecendo as principais dúvidas do público.

Ademais, é possível trabalhar de uma outra forma, mostrando algumas mudanças na legislação ou explicando sobre os conceitos jurídicos.

Ao divulgar conteúdo informativo, os escritórios de advocacia não somente chamam a atenção dos potenciais clientes, mas também ganham autoridade, confiança e credibilidade. Como consequência, o público tende a respeitar mais essas empresas.

Contudo, vale ressaltar que o blog não é o canal para a divulgação de memorandos, pareceres e consultas jurídicas.

Quer dizer que se uma pessoa entrar em contato com o escritório, pedindo uma investigação confirmatória cetesb, o advogado não pode usar a plataforma para este fim.

Os blogs servem como um ambiente didático, com informações mais simples, para que o público possa compreender melhor sobre o seu problema e, assim, procurar um profissional.

Ainda na questão dos blogs, a produção de conteúdo pode utilizar das técnicas de SEO (otimização de mecanismos de busca) para criar mais engajamento.

De maneira geral, o SEO consiste no uso de palavras-chave nos conteúdos, em uma determinada quantidade de vezes, com o intuito de melhorar o posicionamento do site no Google (ou demais recursos de busca).

Por exemplo, ao tratar sobre o laudo de AVCB, o conteudista coloca determinados termos ao longo do texto e, com isso, há a possibilidade de aparecer entre as primeiras páginas do Google.

Isso aumenta as chances de atração de clientes, uma vez que os usuários têm mais credibilidade em links que aparecem no topo dos mecanismos de busca.

Redes sociais

Assim como os blogs, as redes sociais são ótimos canais para a divulgação de informações e conteúdos relevantes.

No entanto, é preciso atentar-se às especificidades de cada uma das redes, no que diz respeito à quantidade de caracteres, formatos, tipos de engajamento e outras particularidades.

Ao gerar conteúdo para redes sociais, é preciso ter em mente que o maior objetivo é atrair o tráfego orgânico, e isso deve ser feito com a combinação entre as mídias mais sólidas, como é o caso do blog.

Assim, ao invés de fazer uma publicação diretamente no Facebook, é melhor colocar um link de chamamento na rede, para que o público seja direcionado ao conteúdo que está no blog.

Relacionamento com outras empresas

Os escritórios de advocacia precisam manter um bom Marketing de Relacionamento, especialmente, com outras empresas que podem contratar os serviços de advogados.

Empreendimentos tecnológicos, como é o caso de negócios que fornecem sistema de execução de manufatura, podem precisar de consultoria e, portanto, é ideal ter uma boa comunicação e um bom atendimento.

Por meio dos canais virtuais, sempre utilizando as diversas estratégias, também é possível manter um contato entre as empresas.

Dessa forma, a atração de clientes é cada vez mais efetiva, sempre respeitando as diretrizes do Código de Ética da OAB.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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